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A Anpecom apresenta seu trabalho no fomento da EdC no Brasil

Realidade da Associação Nacional por uma Economia de Comunhão

ef29de78 0b95 4d03 bfc4 8a7d9c76fdedO dia 15/10 começou com um vídeo de apresentação que contou o que é a EdC e por que ela foi criada. Na sequência, foram apresentados a diretoria e seus novos membros, os diretores: de Comunicação, o publicitário Leandro Destro, e Administrativa, administradora Magali Barroso. Ainda, no período da manhã, tratou-se sobre o fortalecimento institucional da Associação como missão, valores, e os pontos que fazem parte do tripé institucional da Anpecom.

Também abordou-se sobre Projetos produtivos como Rede EdC Inn, que é uma realidade global que se exprime em forma de rede, para a incubação de novas empresas com o espírito da comunhão, a parceria com a Aliança Empreendedora. Outro importante projeto apresentado foi o Programa de Fortalecimento de empresas Inclusivas e de Comunhão, a iniciativa tem como objetivo incentivar e fortalecer negócios produtivos inclusivos que propiciem a inserção econômica de pessoas empobrecidas ou em situação de vulnerabilidade social.

À disseminação da Cultura da EdC, é um ponto importante para a associação e por isso foram expostos os trabalhos feitos pelo Conselho de Agentes em estruturar uma rede nacional de EdC e as comemorações locais dos 25 anos da EdC que aconteceram em 9 cidades brasileiras e atingiram 1200 pessoas.

O Centro de Estudos, Pesquisa e Documentação Filadélfia explicou que tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento da pesquisa e do estudo da EdC, atuando como um centro propagador de sua cultura e que por isso está diretamente ligado a esse ponto do tripé. Durante 2016 o trabalho do Centro baseou-se no fortalecimento da rede de estudiosos e pesquisadores de EdC, disponibilizando dados, apoiando e articulando o contato entre pesquisadores.

Para finalizar a assembleia, Hérica Gaspar apresentou a prestação de contas, devidamente aprovadas pelo Conselho Fiscal, e Simona Tesini apresentou as propostas de alteração estatutárias que foram aprovadas.

Luigino Bruni começou sua fala de modo surpreendente apresentando as plantas como modelo de inteligência e como fonte de pistas para o futuro da EdC. Ele afirmou que por volta de quinhentos milhões de anos as plantas de diferenciaram dos animais e começaram seu caminho evolutivo. Distinguiram-se se tornando fixas, ancoradas ao solo. Afirmou ainda que a planta é um organismo coletivo e por isto é mais forte durante as grandes crises. Para viver em uma condição de limitação tiveram que desenvolver muitas características mais evoluídas. Se comunicam muito rapidamente no interior de todo o seu corpo, sobretudo nas crises.

Desenvolveram 20 sentidos, quinze a mais que os seres humanos. A sua vulnerabilidade ligada ao sedentarismo as levou a espalhar por todas suas células as funções vitais. Os órgãos especializados dos animais nos consentiu uma grande eficiência e um enorme sucesso cognitivo, porém pagamos com uma grande vulnerabilidade: é suficiente perder um órgão vital para morrer.

E muito mais difícil matar uma planta que matar um animal. Essa grande vulnerabilidade tornou-se uma maior resistência a morte. As empresas dos séculos passados se estruturaram em um modelo animal: uma forte divisão funcional do trabalho e uma ordem hierárquica. Esta organização hierárquica-funcional consentiu às empresas correr muito, mover-se em busca de oportunidade, tornar-se o organismo de maior sucesso nestas décadas de grande “mudança climática”. A certo ponto porém, na transição dos dois milênios, o ambiente do mundo humano mudou drasticamente com a chegada da internet e das redes, que se assemelham muito às plantas.

A mesma metáfora das redes ou da teia de aranha (web) nos recorda muito de perto a vida difusa dos vegetais, o mesmo não se pode dizer para os organismos e hierarquias animais. A força da EdC consiste em ter desenvolvido uma distribuição das funções em todo o corpo, renunciando à rígida organização hierárquica para ativar a inteira estrutura de atuação.

Após crises e conflitos, é suficiente uma só pessoa com a cultura da comunhão para salvar o princípio ativo, para recomeçar toda a experiência da EdC. As empresas EdC aprenderam a respirar, sentir, decidir com todo o seu corpo. Por estarem ancoradas aos territórios e às comunidades, foram muito mais lentas e em geral menos eficientes que as empresas capitalistas, mas se mostraram muito mais resistentes e resilientes nas crises ambientais internas e externas e provavelmente serão capazes de viver com sucesso no “tempo da teia de aranha”. Com esse tema o economista nos chamou a uma reflexão sobre os 25 anos da EdC e ao mesmo tempo nos colocou na dimensão de olhar para o presente, para o futuro e refletir como agimos diante das estruturas.

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