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Impacto no pensamento econômico

ECONOMIA DE COMUNHÃO 20 anos de coragem e ousadia

Impacto no pensamento econômico

por José Antônio Faro

publicado em Cidade Nova, 05/2011

O projeto Economia de Comunhão (EdC), ao qual dedicamos a matéria de capa (1 e 2)desta edição, completa 20 anos de existência neste mês. Uma data para celebrar, seja pelos resultados seja, sobretudo, pelo fato de o “projeto estar vivo e crescer na história de hoje”, conforme declarou o principal estudioso da EdC, Luigino Bruni, entrevistado desta edição. Para ele, a experiência de que “as empresas resistam, que haja entusiasmo e que exista uma corrente de pensamento em torno da EdC” é o resultado mais importante desses anos de história. De fato, num contexto de globalização econômica acelerada, de crise do mercado e de intensa competitividade, as empresas da EdC tiveram de enfrentar grandes desafios para sobreviver e para manter os seus objetivos.

E em alguns casos tiveram até de fechar suas portas.

Mas, para além das dificuldades, os resultados concretos na ajuda aos pobres e na promoção social, por meio de ações nas mais diversas áreas, demonstram a viabilidade e a incidência social do projeto. Isso sem falar do seu impacto no âmbito cultural, onde, segundo Bruni, a EdC produziu o seu maior efeito até agora. “Hoje há muita gente no mundo da economia social (…) que se nutre dessa nova visão (…). A EdC é um patrimônio da Igreja, da humanidade. E, portanto, destina-se a horizontes universais”, explicou o especialista.

Em 1991, quando propôs o projeto Economia de Comunhão – com o objetivo de suscitar a partilha do lucro das empresas para ajudar pessoas em necessidade –, Chiara Lubich não fazia ideia da novidade que essa inspiração traria também no âmbito cultural e do pensamento econômico. Mas ela já tinha a convicção de que uma “economia nova” só poderia surgir de “uma cultura nova”. Não foi por acaso que, no discurso de fundação da EdC, ela apresentou a formação de “homens novos”, ou seja, de pessoas imbuídas dos valores evangélicos da comunhão e da fraternidade, como um dos objetivos.

 

Ao lançar a EdC, Chiara tinha em sua mente o cinturão de favelas que circundava a cidade de São Paulo: a “coroa de espinhos”, como costumava chamá-lo o cardeal Paulo Evaristo Arns. Um quadro que revelava o absurdo da desigualdade gritante entre ricos e pobres. Por que tanta miséria numa cidade que era a capital financeira do país? Para Chiara, a explicação era simples: só pessoas que amam são capazes de fazer a riqueza circular entre todos, de construir uma economia e estruturas a serviço do bem comum.

A realização da Economia de Comunhão só foi possível porque não faltaram essas pessoas que acreditam no amor e na fraternidade, como fundamento para suas vidas, e que fazem todo o esforço e sacrifício para difundir essa mentalidade na sociedade. A elas Cidade Nova quer parabenizar, de modo especial, pelos 20 anos de vida da EdC.

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