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EdC e o aquecimento global

As atividades das nossas empresas contribuem para a proteção ou degradação do meio ambiente? 

por Lorna GoldN43 pag 09 Lorna Gold autore rid

O aquecimento global representa um novo contexto crítico para a Economia de Comunhão que olha para o futuro. Quando Chiara Lubich lançou a EdC em 1991, cientistas e governantes ainda discutiam a possibilidade de existir o aquecimento global: a desigualdade social e econômica eram primordiais ao meio ambiente. Hoje a situação mudou: é evidente que o aquecimento global está em curso e todos os setores da economia e da sociedade estão de frente a urgência de encontrar soluções para este problema. O Papa Francisco, na Encíclica Laudato sí enfatiza como a crise ambiental está atrelada com a social e econômica: os pobres e mais os vulneráveis são os primeiros a sofrer com a degradação ambiental. 

Estes problemas, que possuem a mesma raiz, podem ser combatidos somente confrontando a lógica do consumismo insustentável que está dominando a economia e cultura atual.

Entender esse novo contexto e suas implicações não é fácil. Devido ao modo sistemático com a qual a nossa economia contribui para as emissões de gazes, através da queima de combustíveis fósseis, é necessário uma mudança sistêmica, ou como chama o Papa Francisco, uma “conversão ecológica”. O novo contexto obriga-nos a pensar cuidadosamente sobre o que nossas atividades de EdC, contribuindo para a proteção do ambiente ou a degradação. A questão da problemática ambiental não estava no foco dos primeiros 25 anos de EdC: as linhas para conduzir uma empresa contêm informações importantes sobre o respeito ao meio ambiente mas frente ao aquecimento global em andamento, tais informações devem ser mais desenvolvidas.

Talvez a preocupação com o meio ambiente pode ser considerada uma área específica de negócios, em vez de um problema de todos. Algumas boas práticas já são desenvolvidas, mas a questão da forma como as empresas interagem com o meio ambiente requer mais investigação e formação. Os pontos que poderiam ser estudados incluem: a integração das empresas de EdC nas diferentes expressões da economia circular; a natureza de seus processos de aquisição; sua exposição a combustíveis fósseis; o alinhamento do core business aos valores de simplicidade e medidas.N43 pag 09 Operaio rid

Apesar de estarmos apenas começando, é claro para mim que a EdC tem uma importante contribuição a fazer nesta área. De acordo com o Papa Francisco, a questão central não é colocar uma "cara verde" na nossa economia, mas a necessidade de uma mudança radical de mentalidade. Tomando São Francisco e sua escolha radical da pobreza como um modelo, o Papa Francesco indica a necessidade de instituições e práticas econômicas que incorporam rapidamente em sua governança uma nova lógica não gerida pela busca do lucro, mas pelo desejo de proteger o nosso mundo e os pobres através do uso justo dos recursos.

Ele também indica a necessidade de novas instituições que encarnam uma apreciação ao dom da vida, um pensamento a longo prazo, uma sensação de origem e um destino comum, o diálogo a interdisciplinaridade. Esta lógica tem uma incrível semelhança com aquela da base da cultura de EdC. Abrem-se novas e interessantes perspectivas para os próximos 25 anos.

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