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A guerra especulativa sobre o preço do petróleo

O impasse entre a Arábia Saudita e os Estados Unidos sobre a produção de petróleo provocou uma redução do preço de venda. Quais são as consequências? O que pode acontecer no futuro?

por Alberto Ferrucci

publicado em: Città Nuova em 3/02/2016

Speculazione Petrolio ridNós vivemos como nos romances em que os capítulos tratam uma assunto por vez até parecem não ter nada em comum, mas depois caminham para uma única história. Todos os dias os meios de comunicação nos mostram temas diferentes: bancos, terrorismo, refugiados, o papa, os desempregados, Europa, máfias, China, Rússia, Turquia, Daesh, Síria, Líbia, o clima, tufões, poluição, seca, mas tudo acaba por construir o nosso futuro.

Entre essas temas muitas vezes estão presentes nootícias sobre o petróleo, cada vez menos usado para produzir energia, mas com um constante crescimento no consumo, hoje em torno de 95 milhões de barris / dia. A produção também tem crescido, após o Iraque ter saído da guerra e com o fracking americano (o que, em teoria, deveria ter sido bloqueado pelo baixo preço de mercado): atingiu 96,3 milhões de barris / dia e aumentará novamente agora que as sanções contra o Irã foram retiradas.

Os sauditas mantiveram alta a produção para que o preço caísse abaixo do preço de custo de do petróleo da fracking, cotada a US$ 70 por barril, mas não levaram em conta a engenhosidade dos americanos, que usando novas técnicas fizeram o custo chegar a apenas US $20.

Com suas reservas financeiras e as receitas do petróleo em US$ 60 o barril, os sauditas pensaram que poderiam sustentar uma guerra comercial por quatro anos, mas como petróleo caiu para US$ 30 eles estão afogados em dívidas junto com a Rússia, Nigéria e Venezuela, e cada vez mais percebem o quão insensato é para eles para produzir esse excedente que fez o preço cair a esse nível.

Dias atrás, circulou o rumor de que a Rússia e Arábia Saudita em comum acordo reduziriam a produção em 5% e o preço do petróleo subiu em 10%, aumentando as receitas globais dos países produtores de US$ 300 milhões por dia: mais tarde viu-se que se o rumor era falso e o preço caiu de novo, mas é de presumir que o crescente peso da dívida acabará por dar prioridade aos interesses comuns em relação as animosidades mútuas, que impedem os países de cooperar, confirmando as teorias dos economistas sobre a teoria dos jogos, que destacam a importância da cooperação no desenvolvimento econômico.

A duplicação do preço atual é previsível, porque a diferença entre a produção e o consumo será reduzido pelo aumento do consumo na Índia e outros países asiáticos isso será um fardo a mais para os países em desenvolvimento, sem recursos minerais, e também para a Europa, mas para esta última terá também suas vantagens: Draghi, atual presidente do Banco Central Europeu, obterá finalmente os seus 2% de inflação, vai retomar a venda de bens de luxo e acima de tudo impedirá a deterioração da paz social nos países produtores, devido à falta de recursos e também reduzirá o número de habitantes emigrando em busca de uma melhor qualidade de vida.

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