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Laboratórios de um mercado mais humano

Os Polos da EdC são o foco do segundo dia da Escola latino-americana

por Daniel Fassa

publicado em cidadenova.org.br

120712_Recife_Scuola_6O dia 13 de julho, segundo dia da Escola latino-americana de Economia de Comunhão dedicou-se principalmente aos Polos Empresariais, criados para congregar e dar visibilidade às empresas que aderiram ao projeto em todo o mundo. Atualmente, existem sete, dois no Brasil e um em cada um dos seguintes países: Itália, Bélgica, Croácia, Argentina e Portugal.

O primeiro polo brasileiro foi fundado em 1994, em Cotia, na Grande São Paulo. Mais recentemente, em 2002, foi inaugurado o Polo Ginetta, em Igarassu,PE que os participantes da Escola tiveram a oportunidade de conhecer pessoalmente.

Localizado na região metropolitana de Recife, o Polo Empresarial EdC do Nordeste S.A. é próximo a portos e aeroportos. Várias obras de infra-estrutura estão sendo realizadas pelos governos estadual e federal, 120712_Recife_Scuola_7como a duplicação da BR 101, a ferrovia Transnordestina e o Arco rodoviário metropolitano, que passará muito perto do local. A região tem testemunhado também a construção de grandes indústrias.

Nesse contexto, as empresas do Polo Ginetta se propõem como um modelo para que o recente desenvolvimento da região ocorra de modo humanizado e inclusivo. É o caso do ateliê Dalla Strada (do italiano, “vindo da rua”), que surgiu como um projeto de enfrentamento do desemprego de jovens em situação de risco e se consolidou como uma empresa eficiente e lucrativa, sem, no entanto, perder o caráter humano.

Para isso, um dos hábitos cultivados na empresa são os momentos de formação e reflexão realizados todas as manhãs, no início do expediente, com patrões e funcionários. “Aprendi muito aqui. Esses 15 minutos de formação fazem uma grande diferença na minha vida”, conta Mel, 23 anos, que usou parte do seu primeiro salário para comprar uma cesta básica para sua vizinha necessitada.

Esses jovens não precisam de esmola, precisam de oportunidades”, afirma Bosco, proprietário do Dalla Strada. Para ele, acima de tudo, deve-se cultivar relacionamentos fraternos entre todos os que fazem parte da empresa. “Com homens novos podemos construir uma sociedade nova”, argumenta, convicto, Bosco. A metodologia do empreendimento está sendo solicitada em 8 países e transformou-se em um curso profissionalizante financiado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e ministrado aos jovens da Ilha de Santa Terezinha.

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As outras empresas presentes no Polo Ginetta são a Lado C e a Prodiet Nordeste. Para Marcelino Silva, atual presidente do Polo, “é necessário que outros empreendedores se instalem no local e assumam o desafio de conciliar economia e comunhão”. “As dificuldades são muitas, mas servem como combustível e motivação”, completa Silva. Além dele, outras 10 pessoas (4 diretores e 6 conselheiros), dedicam-se voluntariamente ao projeto.

Atualmente, a principal fonte de receita do Polo é a locação de galpões, mas a ideia é alcançar um incremento por meio da prestação de serviços. Nesse sentido, uma novidade tem sido o aluguel, por períodos determinados (um dia, uma semana, um mês) da infra-estrutura do Polo (salas de reuniões, escritórios, linhas telefônicas virtuais etc), ou mesmo do seu CNPJ, para empresas que façam negócios eventuais em Recife e região.

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